A VALSA DAS ESTAÇÕES
Clareia cedo no cantar do galo rubro
Logo descubro a beleza do sol quente
Tempo de pesca de tomar banho de sanga
Comer pitanga pra adoçar a alma da gente
Primeiras geadas vem branqueando o campo largo
Queimando o pasto quando as folhas caem no chão
Morrem as flores na esperança de algum dia
Brotar poesia no esplendor de outra estação
Noites longas encobertas pelo frio
Dias sombrios de vento forte e aguaceiro
O fogo grande nunca morre no galpão
Aquenta o peão que junto à prenda é mais faceiro
Manhãs singelas na garupa da esperança
Sem a lembrança de um inverno rigoroso
Tempo de flores de quebrar queixo de potro
Parar rodeio após um mate bem gostoso
