A VELHA DOMA GAÚCHA
Clareia o dia com a potrada na mangueira
Num upa corre a tranquera e ta na forma a potrada
Um guri novo pé leviano no serviço, buçal na mão
Ja ta na listo, pra volta da campereada
O negro Cláudio quebra o cacho bem pachola
De pronto calça as esporas pra entrar no chamarreio
Moreno loco que tem a cera na perna
E a tradição se governa na estância marca de freio
A volta é grande e a manhã fica pequena
Pra um índio touro que pelea campo a fora
Fazendo potro pros serviços das estancias
E algum mais manso pros arreios das senhoras
Fazer cavalo pras lidas de precisão
É a tradição que a vida me regalou
E sigo firme pelas estância que ando
Quebrando o queixo como el viejo me ensinou
Faço do potro um cavalo de respeito
De “atirá” o laço, apear e deixar cinchando
Pra que o patrão fique contente no serviço
E é por isso paisano que to domando
É nesse timbre que me canto se sustenta
Campeando a volta com a perna firme no arreio
O sol levanta ja ando longe das casa
Correndo vaca num pingo bruto de freio
Boleio a perna e o zaino fica cinchando
E a gateada se bombeando
Troca orelha meio inquieta
De contraponto na volta vem tio mulato
Negro campero de fato, sai “conversando”com ela
Gateada negra refugada do “Liziano”
Que tem força no tutano, cintura e “fiança” na perna
Mas se topou com os ferro brabo do mulato
Negro seguro de fato, saiu “pinchando” na goela
