ABRAÇO MATERNO
Um abraço materno, um mate no estribo
Bem dizendo os motivos, de um Baio encilhado
Cruzando o lajeado que agora é meu rumo
Ao deixar o meu mundo num rancho barreado
Um abano à distancia, um “Pai Nosso” baixinho
Benzendo o caminho, na fé que há em adeus
E tanto dos meus ficaram pra traz
Só levo no “más”, um conselho e um Adeus
Ficou um recuerdo na espera
Guardado e apertado no vão da cancela
Desde então eu carrego a saudade
Ou então a saudade, enfim, me carrega?
As vezes “comida do lombo”
Patita da estrada, mas nunca se entrega
Eu não sei se eu carrego a saudade
Ou então a saudade, enfim, me carrega!
Meu rancho de moço se foi na distância
Se fez esperança, para então retornar
E talvez encontrar o calor de um abraço
Que velou os meus passos, pra um dia eu voltar
Na fé que carrego, não cruzo sozinho
Me alumbra o caminho, partejando a alma
E quando me salva, o clarão do luar
Sinto teu olhar no brilho da “Dalva”
